NEURODIVERSIDADE E ENSINO DE MATEMÁTICA: NOVOS OLHARES PARA A INCLUSÃO NO CONTEXTO ESCOLAR A PARTIR DA AVALIAÇÃO, DOS ÍNDICES EDUCACIONAIS E DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

Autores

  • Wesley de Jesus Oliveira
  • Verônica Freires da Silva

Palavras-chave:

Neurodiversidade, Educação Inclusiva, Ensino de Matemática, Avaliação Educacional, Políticas Públicas

Resumo

Este artigo apresenta relações entre neurodiversidade, ensino de Matemática, avaliação educacional e políticas públicas no contexto da Educação Básica. Tem por base os resultados de uma pesquisa cujo objetivo é compreender de que maneira os processos avaliativos e os índices educacionais influenciam o ensino de Matemática para estudantes neurodivergentes, considerando os desafios da construção de uma educação inclusiva. Essa pesquisa possui abordagem qualitativa de cunho teórico, fundamentada na análise bibliográfica e documental de legislações, diretrizes e produções educacionais, refletindo sobre as práticas pedagógicas no contexto escolar. O referencial teórico dialoga com as contribuições de Armstrong sobre neurodiversidade, de Mantoan acerca da educação inclusiva, de Vygotsky no que se refere aos processos de mediação e aprendizagem, bem como com os estudos de D’Ambrósio e Skovsmose no campo da Educação Matemática. Também são consideradas as reflexões de Apple e Ball sobre políticas educacionais e avaliação. Os resultados da
pesquisa obtidos até agora indicam que práticas pedagógicas e avaliativas baseadas em modelos padronizados podem limitar o reconhecimento da diversidade cognitiva. Esses resultados permitem concluir que a construção de uma educação matemática inclusiva requer a articulação entre práticas
pedagógicas diversificadas, processos avaliativos mais flexíveis e políticas públicas comprometidas com a equidade educacional.

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Publicado

2026-10-15